Atencíon mis lectores ... hoy yo estoy abrindo un espácio en el blog para mi amigo Paletó del Norueña ... le dijo que tenia el blog muy lotado pero como es mi amigo resolvi abrir una escepción ... sigue el texto...
Alô amigos da Rede Globo, estamos aqui no Morumbi
para transmitir ao vivo o show do Pink Floyd...
Bem, tecnicamente não é um show do Pink Floyd, mas sim de seu ex-baixista Roger Waters, mas como o cara foi o principal compositor/cabeça/líder do grupo, e somado a fissura por uma banda lendária cultuada por uma horda fanática há +/- 40 anos e que nunca se apresentou no Brasil..., bem é o mais próximo de um show do Pink Floyd que podemos ter.
para transmitir ao vivo o show do Pink Floyd...Bem, tecnicamente não é um show do Pink Floyd, mas sim de seu ex-baixista Roger Waters, mas como o cara foi o principal compositor/cabeça/líder do grupo, e somado a fissura por uma banda lendária cultuada por uma horda fanática há +/- 40 anos e que nunca se apresentou no Brasil..., bem é o mais próximo de um show do Pink Floyd que podemos ter.
Na verdade o show funciona como uma retrospectiva da banda, tocando músicas a partir do segundo disco (de 1968), passando pelo clássico The Wall, o fundamental Wish You Were Here e a obra prima Dark Side of The Moon, tocado na íntegra para delírio da torcida. Waters tb tocou músicas de outros discos do PF, bem como de seus discos solo, além de uma música nova, que criticava a política de G. W. Bush e seu amigo Tony Blair (falando sobre o carinho com que foi recebido no Líbano durante uma viagem aos 17 anos ele pergunta “São essas pessoas que temos que matar? É essa montanha que realmente temos que subir? Não mate em meu nome, Tony”, e lembra a Mr. Bush que “sua educação texana está acabando com o mundo”).
Efeitos especiais quase tridimensionais no telão, com filmes de alta qualidade ilustrando cada música, chamavam a atenção quase tanto quanto a banda!
Durante o show, um porco gigante inflável “passeou” pela platéia, repleto de mensagens pedindo paz, justiça e educação, e com um recado para George Bush escrito no... na..., bem, na parte traseira do porco, que após contornar toda a platéia foi solto e voou rumo ao Lado Escuro da Lua. (O porco é tradicional nos shows do PF desde o disco Animals, de 1977).
Do lado de fora do Morumbi, esperando a abertura dos portões, a fauna habitual de todo megashow: figuraças, doidões, carecas-porque-é-moda e carecas-porque-já-passaram-bem-além-dos-40, pais levando seus filhos para serem apresentados ao mito, sujeitos com cara de quem não sabe bem o que foi fazer ali, experts contando detalhes obscuros sobre o grupo, coisas assim. A quantidade de jovens é muito grande, surpreendente para um concerto aparentemente destinado aos velhos fãs.
Entre as figuras da fila, uma dupla de universitários cearenses de ótimo papo, totalmente fora dos padrões carnavalescos-forrozeiros nordestinos, com ótimas e surpreendentes histórias (você sabia que numa cidade serrana conhecida como a “Suíça do Ceará” rola há 9 anos um festival de Jazz e Blues que acontece durante o carnaval e atrai grandes músicos internacionais – este ano esteve lá Stanley Jordan, entre outros – algo totalmente inesperado para quem está acostumado com a massificação da “Festa Oficial Brasileira”).
No meio da fila de repente passa um sujeito com uma bandeja vendendo Whisky, vodka, tequila, gim, um autêntico barman ambulante que só não botou um smoking por causa do calor (segundo ele nos disse). Aconteceu ainda o caso da mulher que jogou o ingresso no lixo junto com os restos do lanche, e depois saiu desesperada abrindo os sacos jogados fora até encontrar (e encontrou!). Está no orkut, e aconteceu perto de nós.
Atrás de nós na arquibancada, um inacreditável grupo de estudantes de física da USP ESTUDANDO FÍSICA QUÂNTICA enquanto esperava o show começar (é sério!). Uma das garotas, que fazia engenharia, tentou usar seus conhecimentos de aerodinâmica na construção de um aviãozinho de papel perfeito, que fracassou vergonhosamente em três tentativas...
Na saída, depois de 3 horas de show levamos uma eternidade para sair do estacionamento, graças a muvuca ao redor do Morumbi. Ficamos tanto tempo parados na calçada sem conseguir avançar que já estávamos sendo considerados um ponto de referência (“vc encontra a gente perto daquele carro ali que já taí há um tempão”...), além de presenciarmos diálogos surrealistas de um grupo de vendedores de bebidas ao nosso lado: Bigode, Careca e Assacém. Este último, já meio doidão, dava seguidas ordens ao pobre Bigode (que era o único que trabalhava) gritando “Vende logo essa @#%*@&, aí, Bigode”! e tentando convencer o pobre Bigode de que “O cara de camisa amarela é o único que gosta de fanta uva”...., enquanto combinava um churrasco para mais tarde.
Resumindo, um Grande concerto, um espetáculo muito bem montado, excelentes músicos no palco, uma platéia legal na arquibancada, e muita gente realizando um sonho de décadas... foi bom demais, era só o que eu pensava enquanto lanchava às duas da madrugada...

3 comentários:
HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA!!!!!
Esses truta aí tava tudo doidão, tá ligado, mano???
E cadê us karas da família, meus mano?
Puexa, fiquei a esperar un bocado de tiempo, mas el Señor Waters no tocou "Guantanamera"... Yo comprei mi ingresso apenas para eso... Snif...
Acharam o porco!
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